A Day Without a Woman: Dia Internacional da Mulher

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Confira algumas manifestações que ocorreram no dia 08 de março

Com palavras de ordem como “Mesmo Frida, não me Kahlo” e “Eu não nasci feminista, nasci mulher numa sociedade machista. Sou filha da luta”, Lisboa recebeu o Dia Internacional da Mulher. Com a chamada “Não me calo”, juntaram-se aos milhões de manifestantes convocados pela International Women’s Strike, ao qual aderiram ao menos 50 países.

A exemplo da Polônia, em que foram às ruas em outubro contra uma proposta de lei proibindo o aborto, a IWS convocou A Day Without a Woman, para que, em lugar de trabalho, afazeres domésticos e vida sexual, dia 08 de março fosse dedicado à marcha e à denúncia de políticos e empresas misógenas. Publicado no The Guardian, o apelo dirigiu-se às mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam.

Imagem de Ni una menos

A iniciativa se inspirou no Ni una Menos que conseguiu mobilizar diversos países da América Latina (Bolívia, Uruguai, Paraguai, Guatemala, México e El Salvador), a partir da Argentina, contra a violência machista.

Nos EUA, as mulheres do Congresso juntaram-se à greve. Algumas escolas tiveram que fechar após a saída delas, em alguns distritos, de acordo com a BBC.

‘A Day Without a Woman’ – Washington – Imagem da CNN

No México, em Cidade Juarez, mulheres pintaram cruzes nos postes para denunciar o feminicídio e o desaparecimento de mulheres como política de Estado.

Na Argentina, o grupo de mulheres Pan y Rosas esteve à frente das manifestações, exigindo o direito ao aborto (negado tanto no período kirchnerista, como também por Macri) e a equiparação de direitos. Hospitais e fábricas foram paralisadas pela forças das mulheres, junto a seus companheiros homens que as apoiaram nas medidas de encerramento de turnos.

São Paulo – CC 2.0 / JORNALISTAS LIVRES – Rede Atual

No Brasil: mais de 10 mil mulheres nas ruas de SP, milhares no Rio, Porto Alegre, Brasília e em diversas capitais do país, importante representação de jovens e do professorado.

Na capital da Turquia, Istambul, uma torrente de mulheres encheu as principais avenidas da cidade.

Istanbul – Frédérique Geffard @fgeffardAFP

Estudantes e trabalhadoras paralisaram as ruas de Roma, na Itália. Na Inlgaterra. também houve manifestação em frente ao parlamento.

Madri, Barcelona e Saragoça tiveram maior expressividade da Espanha.

Na Irlanda, elas usaram preto contra as leis restritivas ao aborto. Londres e Amsterdã registraram solidariedade ao movimento irlandês.

Na Islândia, o governo disse que começará a fazer com que os empregadores provem que oferecem igualdade de remuneração, independentemente de gênero, etnia, sexualidade ou nacionalidade, tornando-se o primeiro país a fazê-lo.

Finlândia anunciou um prêmio internacional de igualdade de gênero de US$ 160.000 (€ 150.000) a ser entregue a um defensor dedicado a construir de igualdade.

Na Romênia dezenas deitaram no chão enquanto eram lidos os nomes das mulheres mortas por seus parceiros para destacar a violência doméstica.

Turquia – Imagem de Huffpostbrasil.com

 

Para entender melhor o Ni Una a Menos e outros movimentos:

Argentina se mobiliza pela primeira vez contra assassinatos machistas - 03/06/2015 
Argentina marcha contra a violência de gênero um ano depois da campanha #NiUnaMenos
O caso de Lucía Pérez, 16 anos - 20/10/2016 
Histórias trágicas por trás do protesto de milhares de mulheres na Argentina - 20/10/2016
Mulher morre na Argentina após ser estuprada e empalada - 21/12/2016 
Diversos

Na América Latina:
Meninas mortas em incêndio na Guatemala foram trancadas em cômodo dentro de abrigo - 10/03/2017
Mulher é queimada na fogueira por fanáticos religiosos na Nicarágua - 01/03/2017
A violência contra mulheres e menores atrasa a inclusão social na América Latina -29/07/2014

Para se aprofundar:
Publicação 
Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Volume 14, Edição 1  de Março 2017.
Proteção social: rumo à igualdade de gênero

Um marco na história dos direitos das mulheres: a ação pela descriminalização do aborto e a Greve Internacional de 8 de março
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