“Escribo porque Dios no existe”

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– João Gilberto Noll: 15 de abril de 1946 – 29 de março de 2017 
João Gilberto Noll no quarto de Fernando Pessoa  – Blogues -2011

João Gilberto Noll foi colega de Caio Fernando Abreu no curso de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); mas só concluiu os estudos na Faculdade Notre Dame do Rio de Janeiro, onde trabalhou como jornalista; depois, em São Paulo, atuou como revisor.

Prêmio Jabuti em cinco ocasiões (1981, 1994, 1997, 2004 e 2005),  iniciou sua obra em 1980 com O Cego e a Dançarina – pelo qual já foi agraciado na categoria autor-revelação.

Alguns contos desse livro foram adaptados ao cinema: Alguma coisa urgentemente, sob o título Nunca fomos tão felizes, dirigido por Murilo Sales, lançado em 1984; Harmada, sob a direção de Maurice Capovilla em 2003, e Hotel Atlântico, direção de Suzana Amaral em 2009.

Noll foi bolsista e professor convidado da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Também foi escritor residente no King’s College, em Londres, em 2004.

Em 2000, o autor foi selecionado para figurar no livro Os cem melhores contos brasileiros do século.

Disciplinado, afastou-se do Rio de Janeiro, que considerava uma cidade muito dispersiva, para concentrar sua dedicação à escrita, à Literatura.

Marcado pela convivência com a religião católica, na infância e na adolescência, creditou a esse fator a faceta metafísica de sua obra.

– Yo diría que hoy en día soy un ateo, pero si fuera realmente ateo no tendría ese conflicto con la muerte. Realmente yo escribo porque Dios no existe.

Confira a entrevista publicada por Funcion Lenguaje, publicação do Centro de Literatura Aplicada de Madrid.

João Gilberto Noll: "Escribo porque Dios no existe" - Espanhol
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