Miscellanea do dia a dia

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– Aventuras hemodialíticas de um tradutor –

A insuficiência renal tem duas dificuldades principais: a primeira é a aceitação da nova condição e das mudanças na vida diária. Essa fase eu superei com relativa facilidade, logo após o início do tratamento..

A segunda é eliminar totalmente a ingestão de água ou, pelo menos, reduzi-la ao mínimo – no meu caso, foi aí que a porca torceu o rabo. Após pouco mais de um ano e meio de diálise, ainda não consegui vencer totalmente essa etapa. De vez em quando fraquelo, bebo mais água do que deveria, e a conta chega na diálise seguinte.

A sessão de hoje foi meio complicada, pois tve que perder mais peso do que o normal. Não aconteceu nada de mais grave, mas sai da sessão meio grogue depois da extração de quase quatro quilos de líquido e impurezas.

Como não estava muito bem, não esperei pelo transporte do TFD (Tratamento Fora do Domicílio) e peguei um táxi para voltar para casa.

Entrei no táxi, sentei, dei o endereço ao motorista e tentei relaxar para ver se a zonzeira passava O taxista deve ter percebido que eu não estava bem e ficou em silêncio o tempo todo. Mais ou menos no meio do caminho comecei a ouvir uma música instrumental suave a agradável, em um volume bem tranquilo. O homem, sem falar nada, tinha colocado um CD no player. Aquela música foi me confortando aos poucos, e cheguei em casa me sentindo bem melhor.

Ao chegar ao meu prédio, agradeci ao motorista, paguei a corrida e entrei.

E na recepção, à espera, estava a minha cafeteira Nespresso que tinha sido devolvida do conserto, no prazo prometido, funcionando e com um brinde de 20 cápsulas dos cafés mais fortes da marca (os meus favoritos).

Agora, depois de um Kazaar intensidade 12, só preciso dormir algumas horas e acordarei novo em folha.

 

A vida é bela e boa!

    

 

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