O revisor em ação

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– Aventuras hemodialíticas de um tradutor – 24/02/17

A hemodiálise hoje foi tranquila, sem problemas ou intercorrências
. O dialisador retirou os 3,5 kg que tinham que ser retirados, sai da clínica e fui até uma loja de material hospitalar que fica em frente ao hospital para comprar algumas coisas.

Entro na loja e, bem na minha frente, havia uma embalagem grande em cima do balcão com o seguinte cartaz em letras garrafais: “COLHÃO RABATAN”.

Já farejando a piada pronta, não disse nada, peguei a minha senha, a atendente me chamou em seguinda, e pedi o que precisava:

– Seis ataduras de 10 cm e duas gazes de 20 unidades, por favor.

A moça fui buscar os itens e voltou em poucos segundos. Então perguntei:

– Por favor, o que é aqulo ali? E apontei para a embalagem estranha que estava no balcão.

– É um colchonete imantado, ela respondeu.

– Tá, mas o nome dele é “Colhão Rabatan”?

– Não, respondeu a moça – “Colchão Rabatan”.

– Mas no cartaz esta´escrito “Colhão”.

– É? E a atendente saiu de trás do balcão e foi olhar.

– É mesmo! Está errado! Esse cartaz ficou aí o dia inteiro, vários funcionários e clientes viram, mas ninguém percebeu.

– Trabalho com texto – sou tradutor e revisor. Meus olhos são atraídos para essas coisas.

A moça retirou o cartaz e disse que ia imprimir outro.

– Isso vai direto para o Facebook, eu disse.

– O senhor vai publicar isso no Face?

– Mas é claro! Essa piada eu não perco por nada nesse mundo!

Agradeci, fui ao caixa, paguei as minhas compras e vim para casa.

Nada como terminar a semana pré-Carnaval rindo um pouco (ou muito).

NOTA DA REDAÇÃO: por uma falha imperdoável do redator, editor-chefe e fotógrafo desta sensacional série, não tenho fotografia para provar essa efeméride – esqueci de tirar.

Fico devendo.

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