Turismo.BR – Balanço e perspectivas

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Muito se pode dizer sobre 2016, menos que o turismo no Brasil teve um ano morno…

Como exemplo, segundo a ABEOEC, apenas o mês de novembro movimentou em torno de R$540 milhões, somente em São Paulo! Salão Internacional do Automóvel, Grande Prêmio Brasil de Formula 1 (Autódromo de Interlagos), foram apenas os 2 mais famosos e importantes do calendário da São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), que cadastrou 138 eventos, entre congressos, feiras, simpósios e demais encontros, com público estimado de 2.044.417 participantes no total, espalhados por todas as regiões da cidade.

Ainda em novembro, estima-se que o FESTURIS (Feira Internacional do Turismo), em Gramado, teria provocado o impacto de R$ 253 milhões em geração de negócios – um crescimento de 18% em relação ao ano anterior.

Em março, novamente em São Paulo,  apenas o WTM Latin America 2016 – junto ao Encontro Comercial Braztoa – gerou mais de US$ 370 milhões em novos negócios em 2016, com um aumento de 2,3% em relação a 2015 e de 8,8% em comparação com a edição de 2014.

Já ‘maior espetáculo da Terra’ movimentou 3 bilhões de reais no período de carnaval só na cidade maravilhosa, segundo a RioTur.

Para 2017, as perspectivas são ainda melhores.

Enquanto 65% dos empresários acreditam na retomada do mercado corporativo, segundo a Câmara Americana de Comércio (Amcham), o mês de fevereiro iniciou com mais de 100 eventos turíscos já programados para o ano, segundo o Ministério do Turismo: são encontros e celebrações variadas, que envolvem interesses como negócios, cultura, folclore, religião e gastronomia. Além disso, a ampliação do crédito de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões sobre o limite de faturamento para micro, pequenas e médias empresas, através do BNDES, poderá beneficiar até 90% do setor de turismo, o que deve incrementar o setor nos próximos anos.

Isso somado à positiva imagem do país como destino turístico nos eventos internacionais (Copa 2014 e Rio 2016) podem impulsionar finalmente o país que historicamente aproveita tão pouco sua vocação turística. Naturalmente, o cenário político e econômico são importantes para potencializar ou reduzir essas oportunidades. Bom sinal é o fato de os brasileiros terem mantido a preferência por destinos nacionais, mesmo após a estabilização do dólar, segundo a agência ViajaNet.

Para este ano, a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), prevê que mais de 2 mil feiras deverão atrair cerca de 8 milhões de visitantes. 47% desse total deverá ser composto por turistas nacionais e internacionais.

São Paulo continua sendo a capital dos eventos: em torno de 800 feiras. Os eventos programados para a cidade, segundo a Ubrafe, geram R$ 16,3 bilhões na economia local. Desse total, R$ 4 bilhões vão para o Turismo, distribuídos em hospedagem (47,4%), alimentação (28,3%), compras (11,2%); transporte (9,9%), lazer (0,8%), e outros (2,5%).

O Portal Eventos realizou uma pesquisa com 28 profissionais e empresários do setor: O Estado da Indústria de Eventos e Turismo no Brasil – 2017 aponta desde os efeitos positivos dos Jogos Olímpicos aos negativos da crise política e econômica, e o que o mercado espera do próximo biênio e seus maiores desafios. Os entrevistados comentam os principais problemas do setor, o que precisa mudar ou ser aprimorado, a importância de prestar atenção à sustentabilidade, segurança, questões sociais. As tendências e as principais inovações que podem impactar a indústria, além das competências exigidas do profissional de eventos também são discutidas. Matéria imperdível para qualquer profissional da área ou de sua rede de serviços!

Para saber mais: Entenda como a Fórmula 1 gera milhões para o Turismo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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